VALEU O BOI!!! Senado aprova projeto que torna vaquejada manifestação cultural

01/11/2016 10:51 PM0 comentários
VALEU O BOI!!! Senado aprova projeto que torna vaquejada manifestação cultural

O plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (1º) um projeto de lei que torna a vaquejada e o rodeio manifestação cultural nacional e patrimônio cultural imaterial. Como o texto já foi aprovado também pela Câmara, segue agora para sanção do presidente da República, Michel Temer.

Na vaquejada, um boi é solto em uma pista e dois vaqueiros, montados em cavalos, tentam derrubar o animal pelo rabo.

Mesmo com a decisão do Senado desta terça, prevalecerá o entendimento da Suprema Corte. A proposta aprovada pelos parlamentares não regulamenta a prática, com parâmetros e regras.

A decisão da Corte em outubro provocou reações no Congresso Nacional. Além disso, na semana passada, manifestantes a favor da vaquejada chegaram a ocupar o gramado central da Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

Sessão do Senado
Defensores da atividade afirmam que a vaquejada faz parte da cultura regional, que se trata de uma atividade econômica importante e movimenta cerca de R$ 14 milhões por ano.

“Os espetáculos do rodeio e da vaquejada, que abrangem uma série de manifestações esportivas, recreativas e culturais, consistem em manifestações já há muito cultivadas pela população de diversas regiões do país”, argumenta o senador Otto Alencar (PSD-BA), por exemplo, relator da proposta.

O texto foi aprovado nesta terça pelo Senado em votação simbólica, embora tenham ocorrido discursos a favor e contra o projeto. Durante a sessão, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), por exemplo, argumentou que uma sociedade “avançada” não pode tratar os animais dessa forma.

“Por que que a humanidade precisa do sofrimento animal para se divertir? […] Eu não posso achar que é cultural uma situação dessas, nem que ela é benévola. Porque foi cultural por muito tempo, no mundo romano, colocar os escravos para lutarem entre si. Isso era defendido. Foi cultural a escravidão no Brasil. Uma sociedade avançada não pode tratar seus animais assim”, afirmou Gleisi.

Bastidores
Auxiliares de senadores que defenderam a proposta avaliam que o objetivo do projeto é “preparar o terreno” para que o Congresso aprove, futuramente, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que libera a vaquejada e o rodeio como modalidades esportivas, apresentada na Câmara na semana passada.

Do G1

Atriz global ataca nordestinos e polemiza: ‘Pagamos o Bolsa Família de vocês’

27/10/2016 1:11 PM0 comentários
Atriz global ataca nordestinos e polemiza: ‘Pagamos o Bolsa Família de vocês’

A atriz Alexia Dechamps esteve presente na audiência pública realizada na terça-feira (25), na Câmara dos Deputados, em Brasília. A sessão avaliava a proibição da prática da vaquejada no Brasil e, a convite do deputado Ricardo Izar (PP-SP), a atriz marcou presença para defender os animais, mas acabou criando uma grande polêmica ao fazer uma declaração sobre os nordestinos.

Durante a discussão, Alexia Dechamps atacou os vaqueiros presentes com sua fala e fez uma declaração polêmica: “Calem a boca que nós já pagamos o Bolsa Família de vocês”, disparou. Após a fala da atriz,  a Câmara dos Deputados foi tomada por um bate boca entre os presentes. O momento foi registrado em vídeo e já circula pelas redes sociais.

O deputado Domingos Neto (PSD-CE) reclamou da postura da atriz no plenário. “A convidada se virou para os vaqueiros que ali estavam e disse para que eles calassem a boca porque ela pagava o Bolsa Família do nordestino. Esse ato de preconceito não é apenas contra os vaqueiros, mas contra nós da bancada do Nordeste”, afirmou.

A modelo e socialite Maria Paula Maia também estava presente na audiência e repudiou a atitude de Alexia na Câmara. “Estou chocada. Além de completamente alienados, esse pessoal é extremamente preconceituoso e desrespeitoso”, disse a modelo em seu perfil no Instagram.

O último trabalho de ‪‪Alexia Dechamps‬‬ na televisão foi em 2015, quando a atriz atuou na novela “Verdades Secretas”, da TV Globo. Ela também trabalhou em tramas como “Ti Ti Ti”, “América”, “Malhação” e “Cobras & Lagartos”.

A VERDADEIRA ESSÊNCIA DOS NORDESTIOSN POR TONY TRINDAD

Conselho do MPF admite, pela primeira vez, a descriminalização da maconha

25/10/2016 2:05 PM0 comentários
Conselho do MPF admite, pela primeira vez, a descriminalização da maconha

Por 11 votos contra 8, o Conselho Institucional do Ministério Público Federal decidiu ontem, 20, que a importação de sementes de cannabispela via postal, em pequenas quantidades, não é considerado crime. O caso, histórico por ser a primeira vez que o órgão acusatório defende abertamente a descriminalização para uso pessoal, não vincula os acusadores a agir da mesma forma, mas serve como diretriz.

A Platafoma Brasileira de Políticas de Drogas entrevistou o Advogado Alexandre Pacheco Martins, responsável pela defesa no caso que tratava de importação de uma pequena quantidade de sementes da Holanda.

Martins entende que essa decisão pode ter importantes reflexos no julgamento do Supremo que discute a inconstitucionalidade da criminalização do porte de drogas para uso. Interrompido pelo pedido de vista do Ministro Teori Zavascki há mais de um ano, o julgamento tem um voto favorável a todas as drogas, proferido por Gilmar Mendes, e outros dois apenas pela maconha, proferidos pelos ministros Barroso e Fachin.

Veja a entrevista na íntegra:

PBPD: Hoje, o Conselho Institucional do Ministério Público Federal (MPF) decidiu que a importação de 12 sementes de maconha não poderia ser considerada crime. Qual o impacto dessa decisão?

Alexandre Pacheco Martins: É uma decisão muito importante. Ela muda o paradigma das acusações no país. É a primeira vez que uma instituição como o MPF defende abertamente a descriminalização [para uso pessoal]. Eu nunca tinha visto o Ministério Público falar isso publicamente. Um ou outro até falava nos bastidores, mas eles vão colocar a decisão no papel. Isso é impressionante, é dar autonomia para os procuradores. O órgão falou: “vocês não são mais obrigados a ficar correndo atrás de usuários”.

Evidentemente, isso não significa que daqui para frente todo mundo pode entrar no site e começar a importar – mas as chances de elas serem denunciadas e o caso ser arquivado aumentaram em 200%. Se eu entrar agora no site e importar, muito provavelmente isso vai ser apreendido, vai ser encaminhado para a Polícia Federal, que poderá instaurar um inquérito policial, mas eu nem seria acusado de nada. Seria tudo provavelmente arquivado. Mas o que acontece é que a pessoa ainda não vai poder receber a semente, não vai conseguir fazer uso dela. A gente não conseguiu ainda legalizar – e não é no MP que isso seria decidido. Esse é o próximo passo: ganhar no STF e regulamentar o uso.

A partir de agora, em qualquer ação semelhante o Ministério Público Federal deverá aplicar essa decisão acordada hoje?

Alexandre Pacheco Martins: Não. Essa decisão não tem caráter vinculante, ou seja, ela não obriga os procuradores da República do Brasil inteiro a aplicarem a decisão.

Qual é a função do Conselho Institucional do Ministério Público Federal?

Alexandre Pacheco Martins: A função dele é traçar as diretrizes para o próprio Ministério Público Federal, ou seja, apesar de não ser vinculante, é esse o órgão que formula as diretrizes do MPF. A partir do momento em que o órgão entende que não é tráfico internacional de drogas nem contrabando, ele desobriga os procuradores que até não concordavam, mas acabavam denunciando pela obrigação funcional. A partir de agora só vai denunciar o procurador que concorda, mesmo, que é caso de tráfico. Enfim, as pessoas que entendem dessa maneira podem continuar aplicando isso, mas grande parte dos procuradores já entendia que não era [tráfico], mas batia na Justiça e alguns juízes falavam “Você pode até achar que não é, mas eu acho que é. Então vou mandar isso para o seu chefe”. E quando chegava no “chefe”, em última análise acabava indo para esse Conselho Institucional – que hoje tomou essa decisão.

PBPD: Nesse caso específico, a chance desse réu ser absolvido na Justiça é grande.

Alexandre Pacheco Martins: Na verdade, não tem como falar em absolvição porque ele não vai ser processado. Ele nem sequer vai virar réu. Ele foi mero investigado por tráfico internacional e, depois dessa decisão, ele é uma pessoa comum como qualquer outra pessoa do mundo.

PBPD: O senhor acha que essa decisão de hoje pode ter impacto no julgamento do RE 635.659, que pode descriminalizar a porte de drogas para consumo pessoal?

Alexandre Pacheco Martins: Acho que pode ter um belo reflexo. Ela influencia, mas não determina o resultado. Mas a decisão dá, inclusive, amparo para os ministros que estiverem inseguros: o próprio órgão acusatório oficial do Brasil entende que casos como esse não têm grande repercussão na vida prática das pessoas.

PBPD: Um dos nossos seguidores comentou em nossa página que a decisão de hoje foi pautada pela inexistência de THC na semente da maconha. Como o senhor vê esse argumento?

Alexandre Pacheco Martins: O julgamento foi bem mais profundo do que isso: eles definiram que não é nem tráfico nem contrabando. Não é tráfico pela inexistência do THC, de fato. Mas cada procurador foi aprofundando em um sentido. Alguns foram no sentido de não ter THC, outros falaram da interferência do Estado na vida privada. Cada um falou em um sentido, mas a decisão final foi a de que não é tráfico porque não tem THC e que, portanto, a semente de maconha não pode ser considerada a droga em si. Num segundo ponto, entendeu-se que não era contrabando também porque o que a gente chama de semente de maconha, biologicamente é um fruto. Se todas as sementes são proibidas exceto as permitidas, os frutos seguem uma lógica diferente: eles não necessariamente são proibidos de serem importados. Eu sustentei nesse sentido e uma das procuradoras até acolheu esse argumento. Mas a maioria entendeu que como a quantidade é muito pequena e o MPF entende que, num paralelo com o cigarro, pode-se importar até 153 caixas de cigarro sem configurar contrabando, não faz sentido você criminalizar todas as sementes de maconha. É muito pouco. Não tem relevância penal essa quantidade.

PBPD: Era esperada essa decisão do Conselho Institucional do MPF?

Alexandre Pacheco Martins: Esse julgamento começou em agosto. Quando eu fui lá para sustentar, eu estava meio sem esperança. Mas modéstia à parte, a discussão foi tão bacana, a gente trouxe pontos tão interessantes, que eu vi alguns procuradores nos questionando e depois concordando com nossos argumentos. E aí eu vi várias pessoas indo nesse sentido, foi impossível não se empolgar.

VERDADE, MARKTING OU LENDA URBANA? ONDA DE PALHAÇOS ASSUSTADORES CHEGA AO MARANHÃO

21/10/2016 10:06 PM1 comentário
VERDADE, MARKTING OU LENDA URBANA? ONDA DE PALHAÇOS ASSUSTADORES CHEGA AO MARANHÃO

Desde o final de agosto surgiram nos Estados Unidos notícias de que homens vestidos de palhaços e com máscaras assustadoras, portando facas estariam atacando pessoas, especialmente crianças em troca de dinheiro. Desde então, relatos similares se espalharam pelo mundo, como Canadá, Inglaterra, Austrália, México e agora também no Brasil.

O primeiro relato de palhaços aterrorizantes aconteceu na Carolina do Sul, mas nos Estados Unidos o número de detidos por falsas declarações de ataques só crescem. Os acusados até agora pegos vestidos de palhaços eram adolescentes, que decidiram brincar com o caso, que já ganhou ares de lenda urbana.

Aqui no Brasil, jovens de São Paulo começaram a fazer os primeiros relatos em redes sociais. Alguns afirmam já ter visto os palhaços e alertam, mas outros questionam a veracidade de fotos e vídeos, que estão sendo postados na rede.
Em algumas cidades do interior do maranhão já existem relatos de alguns ataques inclusive com fotos sendo divulgadas em redes sociais.

Foto da prisão de um suposto palhaço que está circulando nas redes sociais.

Foto da prisão de um suposto palhaço que está circulando nas redes sociais.