Como a era digital mudou o jeito de fazer marketing

A era digital transformou a maneira como as empresas comercializam seus produtos, e o novo consumidor está quase em tempo integral nos canais digitais. Hoje, é preciso adaptar as estratégias para o digital para conquistar novos clientes.

1. Atendimento ao cliente full time

O serviço ao cliente quase perdeu sua importância antes da era digital. Mesmo com um bom atendimento dentro das lojas, assim que os clientes botavam os pés para fora, a lembrança e interação com a marca era cada vez menor.

No entanto, esse não é mais o caso: a maior mudança da era digital é que o serviço de atendimento ao cliente agora é full time. As pessoas esperam que você possa atender às suas necessidades a qualquer momento. Para as empresas que tem o atendimento ao cliente como diferencial competitivo, foi indispensável a rápida adaptação para estratégias digitais.

A ideia do atendimento full time não significa que você tem que estar disponível 24h por dia, 7 dias por semana. Significa que você tem que resolver os problemas o mais rápido possível.

2.  Maior vantagem competitiva

Os consumidores brasileiros são mais cooperativos na internet do que a média global. Segundo a pesquisa realizada pela consultoria de gestão Accenture, 51% dos brasileiros interagem com empresas no digital, sendo que a média global de interação é de 37%.

As pequenas e médias empresas estão priorizando cada vez mais o investimento e a participação na economia digital, pois existe uma grande vantagem competitiva em relação aos grandes negócios e, já que os grandes têm estruturas burocráticas, as PMEs são mais ágeis para se adaptar à nova realidade digital.

3.  Investimento publicidade mais acessível e mais barato

Publicidade costumava ser algo simples de entender. A empresa com o maior orçamento geralmente tinha o maior resultado de alcance e, portanto, era mais propensa a alcançar o sucesso esperado.

Agora não é mais assim.

O digital foi palco de publicidade gratuita por um bom tempo, até que as empresas digitais com grande volume de acesso, como por exemplo o Facebook, trouxeram de volta a ideia de pagar para ter visibilidade. Hoje, basta dedicar um pequeno orçamento para alcançar as pessoas nas mídias sociais.

No entanto, isso não é uma coisa ruim. Pelo contrário, isso significa que você pode competir com base nas habilidades de criação e segmentação, ao invés de simplesmente empurrar anúncios que não são de interesse das pessoas, como praticado antes da era digital. Hoje os anúncios de qualidade são direcionados para o público certo, reduzindo a necessidade de grandes investimentos e o gerando um aumento significativo do retorno sobre o investimento.

Essa nova era tem anunciado um ambiente em que todos podem competir com igualdade. Sim, aqueles com grandes orçamentos vão ter uma considerável vantagem, mas está longe de ser a vantagem decisiva de antigamente. Mesmo as menores empresas têm uma boa razão para investir em publicidade.

4.  A morte da publicidade tradicional

A publicidade tradicional está morta. Televisão e rádio, por exemplo, perderam muita audiência por conta dos serviços de streaming que estão disponíveis, como o Youtube, Netflix, Spotify, e etc. Muitas pessoas já não se sentam na frente da TV quando elas podem assistir o mesmo programa online, na hora que quiser e sem anúncios de massa.

Além disso, para os anunciantes, os canais online tendem a ser mais vantajosos.

Só é preciso pagar para alcançar as pessoas que realmente vão está interessadas no que a marca tem a dizer.

5.  Os anúncios não podem ser anúncios

No digital, a tendência é de que cada vez mais as pessoas passem a utilizar bloqueadores de anúncios, o que tem representado um grande prejuízo para grandes empresas de anúncios como o Facebook e Google.  As empresas que têm visão a longo prazo precisam pensar em maneiras de anunciar para as pessoas que odeiam anúncios. Mas como isso pode ser feito de uma forma realista?

Existem várias razões pelas quais as pessoas odeiam anúncios. Para começar, elas não gostam de ser forçadas a ouvir algo que não é do seu interesse. Se a sua marca tem somente forçado anúncios extremamente comerciais, impulsionados com grandes investimentos, essa marca está ignorando um novo padrão de compra que vem crescendo muito no meio digital.

Isso se resume a um princípio: as pessoas não gostam que vendam para elas. Ao invés disso, querem ajuda para comprar.

Quer ver só? Vamos lá:

Primeiro, responda algumas perguntas:

  • Você gosta de receber spam?
  • No intervalo da novela ou do jogo você continua sentado prestando atenção na TV?
  • Você gosta de receber dezenas de panfletos enquanto caminha pela rua?

Imagino que para todas as perguntas a resposta tenha sido não. Pelo menos esse é o pensamento de muitas pessoas. O Marketing de Interrupção, como o nome já diz, interrompe alguma coisa que te interessa para te mostrar outra coisa que você não pediu pra ver. E com a proliferação de canais, as pessoas têm muito mais opções de conteúdo de seu interesse a disposição e muito menos tempo para serem interrompidas por aquilo que não pediram.

O tradicional “Marketing de Interrupção” do século passado tem deixado de ser o suficiente para empresas que levam marketing a sério. Agora as pessoas buscam atingir seus próprios objetivos, e não a metas de uma mídia de massa. Os consumidores usam o digital de uma forma pessoal como biblioteca, enciclopédia e base de dados de pesquisa, tudo em um.

A forma de consumir está evoluindo e as estratégias para atingir o consumidor devem acompanhar essa evolução. Ainda existe eficácia no Marketing de Interrupção, mas a medida que os consumidores vão mudando seu jeito de consumir conteúdo, essa estratégia vai só perdendo espaço.

Por isso lembre-se: uma propaganda convencional não é mais o suficiente. Você precisa ser criativo.

Em resumo, podemos dizer que a era digital mudou tudo sobre a forma como as empresas se introduzem no mercado. Ela revolucionou o alcance das pequenas empresas, mesmo com os grandes concorrentes já estabelecidos. Enquanto muitas pessoas se queixam sobre essa nova era, outras têm aproveitado as oportunidades.

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